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REFLEXÕES SOBRE EMPREENDEDORISMO

Neste último dia 18 de março, teve cena no BooqLab um evento em parceria com a Gunnen Assessoria de Eventos, de Brusque. Tive a oportunidade de conduzir uma reflexão sobre o Empreendedorismo, enquanto docente universitário, Mentor e Coach Empresarial. Pretendo, a seguir, trazer à tona algumas proposições apresentadas durante minha exposição oral a fim de compartilhar com os leitores do blog e seguidores da Booq.

Apenas para elucidar, enquanto conferencista, possuo mais de 800 palestras ministradas nos últimos dez anos, seja em Fóruns Mundiais, Congressos Internacionais, eventos acadêmicos de universidades e ainda junto à iniciativa privada e, agora, aqui no BooqLab. Além disso, possuo formação e pós-grado em várias áreas do conhecimento, já tendo publicado mais de 390 matérias em revistas, sites e plataformas no Brasil, Argentina, Chile, Portugal e Angola. Atuo como Coach Empresarial e Mentor nas áreas de Futuro, Educação, Capacitação Corporativa, Viagens do Conhecimento e Empoderamento e sou um dos membros do portfólio da Gunnen Assessoria de Eventos.
Primeiramente, recorri à etimologia da palavra empreender, e de seus sinônimos, a fim de dar fundamentos ao diálogo, encontrando uma série de expressões que sugerem ação. Substancialmente, empreender trata-se de por-se algo em marcha, de agir e realizar, possibilitando que o individuo possa ou consiga superar sua situação atual e realizar-se em distintas dimensões.
Logo em seguida, ainda apresentando fundamentos sobre Empreendedorismo, revelei alguns detalhes sobre a origem da palavra, seja no francês antigo, seja no neologismo da língua inglesa Entrepreneurship. Destaquei a figura do economista austríaco Schumpeter e sua famosa teoria da “Destruição Criativa”, segundo a qual boa parte do conceito de Empreendedorismo se sustenta até hoje, indicando a criação de um negócio ou o fato de transformar ideias em resultados ativos.
Busquei apresentar, ainda, conceitos de famosos escritores de distintos campos do conhecimento como Alvin Tofler, Robert Hirsrich e Peter Drucker. Para finalizar a parte de fundamentos da palestra, comparei a perspectiva de Hohagen com a de Tofler, indicando que empreender não se trata, apenas de criar algo novo ou inovar, mas que necessita-se ir bem mais a fundo no conceito e aprender, desaprender e reaprender, tudo isto sem ter horizontes conhecidos como referência.
Após indicar alguns cenários sobre o presente e o futuro do mundo do trabalho, quis sugerir uma provocação: que o homem, enquanto espécie, sempre “empreendeu”, desde que saiu das cavernas, moveu-se em busca de alimento ou de outras paragens para sobreviver às intempéries, fugiu e se abrigou em lugares mais seguros e prósperos, enfim, trazendo à reflexão de que o ato de empreender não se trata de fazer algo novo ou que isto, determinantemente, esteja na moda, se referindo, exclusivamente, ao sucesso.
É, por sua vez, uma ação inata do ser humano e que, à luz do conhecimento, recebeu incrementos de variadas fontes do saber para obter mais efetividade e eficácia.
Busquei lembrar que, uma grande parte de nós foi treinado para um mundo que não existe mais e para sermos empregados em um mundo sem emprego, num tempo onde a obsolescência é sinônimo, equivocado, de modernidade.
Em um determinado momento, apresentei os grandes exponenciais do empreendedorismo reconhecidos mundialmente, fazendo um contraponto sobre, inclusive, alguns indivíduos sem grande preparo técnico que usaram aquele “um minuto de fama” para faturar com uma canção, anualmente, mais do que grandes corporações nacionais.
Quando me referiu à percepção de que agir com empreendedorismo não se trata, apenas, de inovação fiz questão de promover uma alusão ao pão e à cerveja, dois dos mais antigos e famosos elementos do cotidiano humano, que inclusive já fizeram as vezes de moedas, aproximadamente 4.000 a.C, e que hoje são reapresentados ao mercado como ícones da modernidade.
Abordei, também, sobre possíveis cenários de futuro imediato no campo do mundo do trabalho e das relações com o conhecimento seja na economia, educação, emprego e desigualdade.
E, para finalizar, apresentei aos participantes um olhar particular que indica perspectivas para homens e mulheres no tocante a fazer e ser a diferença no mundo, a partir de uma postura senciente e sentipensante, usando o conhecimento como liberdade.
Foi um prazer compartilhar conhecimento com uma plateia tão atenta e interessada no tema, o que nos satisfaz enormemente.
Agradeço pelo convite e espero voltar mais vezes a este espaço de compartilhamento de conhecimento que é o BooqLab.